

Na segunda-feira, 25 de agosto, a equipe de ATER realizou uma oficina temática para as agricultoras familiares das comunidades Piabanha, Baixa da Fartura e Assentamento Wilson Furtado na sede da entidade. Durante o encontro, as participantes discutiram como as violências sexistas se manifestam no cotidiano e caminhos possíveis para o enfrentamento e a construção de relações mais justas e igualitárias. “Eu gostei muito do tema [..] aprendi muitas coisas. A violência está demais. Às vezes as mulheres saem e não voltam por causa da violência, nós mulheres quase que não temos segurança”, ressaltou a agricultora Maria Madalena, uma das participantes do evento.
A lei Maria da Penha estabelece cinco formas de agressão como violência doméstica e familiar:
– Violência Física: ofender a integridade ou a saúde corporal – bater, machucar, queimar
– Violência Moral: ofender om calúnias, insultos ou difamação
– Violência Psicológica: causar dano emocional, diminuir a autoestima, prejudicar e perturbar o pleno desenvolvimento pessoal
– Violência Patrimonial: reter, subtrair, destruir parcial ou totalmente objetos, instrumentos de trabalho
As facilitadoras da oficina, Magda de Almeida e Valmeide Mendes pontuaram que as violências descritas acima atingem mulheres de diversas classes sociais. “A questão da violência é muito cega no nosso país, nós precisamos dialogar, precisamos acolher. É preciso dizer que é o momento de uma segurar uma a mão da outra”, ressalta Valmeide. A equipe de ATER também realizou as oficinas de enfrentamento às violências sexistas na zona rural do município. Na terça-feira pela manhã, os técnicos se reuniram com as beneficiárias da comunidade Recordação e à tarde com as agricultoras residentes na região das Tesouras. “O encontro foi muito gratificante, foi de muito crescimento […] que possamos levar o conhecimento para o nosso dia a dia, melhorar a vida das nossas mulheres aqui da Recordação.” Pontuou a agricultora Zilda Nascimento. A última oficina do mês foi realizada em Serra Dourada, na quarta-feira, 27 de agosto.



No final do evento, cada participante recebeu uma cartilha contendo os telefones dos principais serviços de proteção e denúncia disponíveis para as mulheres no estado da Bahia.



