

Uma delegação brasileira formada por representantes da UNISOL e de seis organizações que atuam na promoção da Economia Popular e Solidária e do desenvolvimento local iniciou sua viagem rumo ao Fórum Social Mundial (FSM) 2026, que acontecerá entre os dias 4 e 8 de agosto, em Cotonou, Benin, reunindo milhares de participantes de diversos países em torno do debate sobre justiça social, democracia, sustentabilidade e cooperação internacional.
A missão brasileira tem como objetivo fortalecer o diálogo entre organizações, movimentos sociais, governos e instituições internacionais sobre estratégias de desenvolvimento baseadas no cooperativismo solidário, na inclusão socioprodutiva, na economia popular e solidária e na construção de territórios mais justos, resilientes e sustentáveis.
Durante o Fórum, a delegação participará de mesas de debate, encontros institucionais, intercâmbios de experiências e articulações voltadas à ampliação da cooperação entre Brasil e países africanos, reafirmando a importância da integração Sul-Sul como estratégia para o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades.
A participação integra as ações do projeto Conexões que Transformam, desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil, iniciativa que promove a articulação de redes, o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de experiências de desenvolvimento territorial por meio da Economia Popular e Solidária.
Para a presidenta da UNISOL Bahia, Anne Sena, a missão representa um momento histórico para ampliar a presença internacional do cooperativismo solidário brasileiro.
“Participar do Fórum Social Mundial no Benin significa reafirmar que a Economia Popular e Solidária é uma estratégia concreta para enfrentar as desigualdades e construir um modelo de desenvolvimento que coloque as pessoas, o trabalho associado, a sustentabilidade e a democracia econômica no centro das decisões. Levamos ao continente africano a experiência construída pelos nossos empreendimentos solidários, ao mesmo tempo em que buscamos aprender com as iniciativas desenvolvidas em outros países, fortalecendo uma cooperação baseada na solidariedade entre os povos.”

Anne Sena destaca ainda que a presença da delegação brasileira fortalece a agenda internacional da Economia Popular e Solidária.
“O projeto Conexões que Transformam demonstra que investir em redes de cooperação internacional é investir na geração de oportunidades, na inovação social e no fortalecimento dos territórios. O diálogo entre Brasil e África amplia horizontes, aproxima experiências e cria caminhos para novas parcerias capazes de promover trabalho digno, inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável.”
Segundo Anne, a expectativa é que a participação da delegação brasileira resulte na consolidação de novas articulações internacionais, intercâmbios técnicos, cooperações institucionais e iniciativas voltadas ao fortalecimento do cooperativismo solidário, contribuindo para ampliar a visibilidade da Economia Popular e Solidária como um modelo de desenvolvimento comprometido com a justiça social, a sustentabilidade ambiental e a construção de um futuro mais inclusivo para todos.




