

A Bahia deu mais um passo importante para ampliar e fortalecer as políticas públicas de Economia Solidária nos territórios. Nesta sexta-feira (14), prefeitos e representantes de municípios baianos participaram da assinatura do Termo de Adesão à Municipalização da Economia Solidária.
Realizado no Espaço Crescer, na sede da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), o encontro reuniu gestores públicos, representantes do Governo do Estado e organizações da Economia Solidária. A atividade marcou o compromisso dos municípios com a construção de políticas voltadas às cooperativas, associações, empreendimentos econômicos solidários e trabalhadores e trabalhadoras do setor.
A municipalização busca aproximar as políticas públicas da realidade de cada território. Com a adesão, as prefeituras passam a assumir um papel estratégico na criação e no fortalecimento de ações de formação, assessoria técnica, organização produtiva, acesso a mercados e geração de trabalho e renda.
Para a presidenta da UNISOL Bahia, Anne Sena, a iniciativa representa um avanço na consolidação da Economia Solidária como política permanente de desenvolvimento.
“Quando um município adere a esse processo, reconhece que a Economia Solidária tem um papel fundamental no desenvolvimento local. São milhares de pessoas que produzem, trabalham e geram renda de maneira coletiva, mas que precisam encontrar no poder público apoio, estrutura e oportunidades para avançar. A municipalização aproxima essa política dos territórios e contribui para que ela chegue a quem realmente precisa”, afirmou Anne.

Política pública próxima das pessoas
Representando a UNISOL Bahia durante o encontro, o coordenador-geral da entidade, Danilo Guimarães, ressaltou que falar de Economia Solidária é tratar de trabalho digno, organização coletiva e oportunidades.
“É no município que as pessoas vivem, trabalham e enfrentam suas dificuldades. É ali que uma política pública consegue chegar mais perto dos empreendimentos, das cooperativas, das associações e dos trabalhadores”, destacou.
A assinatura dos termos contribui para a formação de uma rede de municípios comprometidos com a Economia Solidária. A proposta é estabelecer uma atuação articulada entre Governo do Estado, prefeituras e organizações sociais, respeitando as características e necessidades de cada território.
Para Danilo, a adesão deve ser compreendida como o começo de um compromisso concreto dos gestores municipais.
“Esse processo representa mais do que uma assinatura. É o compromisso dos municípios com outra forma de fazer economia, colocando as pessoas, o trabalho coletivo e o desenvolvimento sustentável no centro das decisões”, declarou.

Desenvolvimento construído nos territórios
A municipalização também pode contribuir para ampliar o acesso dos empreendimentos às políticas públicas e fortalecer circuitos locais de produção, comercialização e consumo. Com maior presença dos municípios, as iniciativas de Economia Solidária poderão receber apoio mais próximo e conectado aos desafios enfrentados no cotidiano.
Anne Sena destacou que os trabalhadores, as trabalhadoras e os empreendimentos precisam participar ativamente da construção das políticas municipais.
“A Economia Solidária é feita pelas pessoas e deve ser construída com a participação delas. Por isso, esse avanço precisa se transformar em diálogo permanente, orçamento, programas e ações concretas. A UNISOL Bahia continuará contribuindo para que os empreendimentos sejam ouvidos e ocupem um lugar central nas estratégias de desenvolvimento dos municípios”, acrescentou a presidenta.
UNISOL Bahia reafirma parceria
Parceira do processo, a UNISOL Bahia colocou sua experiência de organização, representação e acompanhamento dos empreendimentos econômicos solidários à disposição dos municípios. A entidade seguirá colaborando com a construção dessa agenda, buscando ampliar oportunidades, fortalecer a organização coletiva e consolidar a Economia Solidária como política pública de Estado.
“Esperamos que esse seja apenas o começo de uma caminhada cada vez mais forte entre Governo do Estado, municípios, organizações e, principalmente, os trabalhadores e as trabalhadoras da Economia Solidária”, concluiu Danilo Guimarães.
O encontro inaugurou uma nova etapa de articulação institucional na Bahia, com o desafio de transformar as adesões em políticas efetivas, capazes de gerar trabalho, renda, inclusão produtiva e desenvolvimento justo, sustentável e solidário nos territórios.




